“AS PESSOAS PERCEBEM QUE é MAIS RáPIDO IR DE TORRES VEDRAS A LISBOA, DO QUE DA AMADORA A LISBOA”: Há UMA VIDA QUE NASCE NOS LIMITES DA AML

Enquanto Lisboa perdeu quase sete mil habitantes, concelhos como Mafra, Torres Vedras ou Arruda dos Vinhos conseguiram aumentar e fixar população

O aumento dos preços da habitação, a sobrepopulação ou a procura por zonas verdes levou muitos lisboetas a olhar com mais atenção para concelhos limítrofes da Área Metropolitana de Lisboa (AML) ou do Oeste. Os resultados do Censos de 2021 demonstram isso mesmo. Lisboa, enquanto concelho, perdeu quase sete mil habitantes, enquanto os concelhos de Mafra, Torres Vedras e Arruda dos Vinhos viram a sua população aumentar 13%, 5% e 4%, respetivamente.

“Houve uma diminuição dos habitantes de Lisboa e da primeira coroa da AML, e Mafra, que fica na segunda coroa, tem absorvido esta população”, diz ao Expresso Hélder Silva, presidente da Câmara de Mafra e líder dos Autarcas Sociais-Democratas (ASD). Numa década, este concelho ganhou quase 10 mil habitantes. Para o autarca este feito assenta em três pilares: habitação, rodovia e educação. “O concelho tem habitação de qualidade, sem ter um preço demasiado elevado, tem fácil acesso a Lisboa e há qualidade do ensino.” Na zona Oeste as razões para o crescimento da população são semelhantes. “As pessoas têm percebido que Torres Vedras fica a 25 minutos de Lisboa, com um acesso muito facilitado pela A8. Acaba por ser mais rápido ir daqui a Lisboa do que de Almada ou Amadora”, explica Laura Rodrigues, presidente da Câmara de Torres Vedras.

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2023-02-04T19:36:00Z dg43tfdfdgfd